Sejam Benvindos(as)...
Pergunto a cada um destes novos ladrilhos, todos lindos, novos,
em brilho, quem me fez sair dos trilhos, me encher de suspiros, abandonar
aqueles mesmos caminhos todos de muitos espinhos, despir uns vazios, viver em
cios, pensar em filhos, me esvair em águas e rios. Fizeste isto: ladrilhaste
minha alma com aquelas pedrinhas de brilhante que eu desisti há tanto de
acreditar que existiam.
Ticcia

Ontem
As fendas nas quais cultivavas meus sorrisos
eram ideogramas
de leituras não feitas
por minhas inconciliáveis palavras,
margem de pus e
suor em meu peito
Ainda
Do lado de lá circulavam manhãs
quando eu tardia pioneira do
nada
abria a mochila de meus sentimentos
e via voar sem um mínimo de
pressa
faíscas molestadas por minhas asas,
plumas seduzidas em
alinhamento idôneo,
verão calvo de um sol desfeito
Mas
Nada tendo de nada que sei
e do que sei tendo nada,
apenas
carreguei mãos abertas
a benzer teus olhos com loucura
meio a razão e a
tentação
Agora
Dou-te sem medo do que não sei
minhas horas vividas,
vindouras.
Faz tempo ... um dia eu serenei...
Hoje orvalho
sendas...
Por zelo leva a faixa à vida.
Prossigas!