£a£i...mulher...poema...


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Sejam Benvindos(as)...

 

Pergunto a cada um destes novos ladrilhos, todos lindos, novos, em brilho, quem me fez sair dos trilhos, me encher de suspiros, abandonar aqueles mesmos caminhos todos de muitos espinhos, despir uns vazios, viver em cios, pensar em filhos, me esvair em águas e rios. Fizeste isto: ladrilhaste minha alma com aquelas pedrinhas de brilhante que eu desisti há tanto de acreditar que existiam.

Escrito por Ticcia

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Ontem

As fendas nas quais cultivavas meus sorrisos
eram ideogramas de leituras não feitas
por minhas inconciliáveis palavras,
margem de pus e suor em meu peito

Ainda

Do lado de lá circulavam manhãs
quando eu tardia pioneira do nada
abria a mochila de meus sentimentos
e via voar sem um mínimo de pressa
faíscas molestadas por minhas asas,
plumas seduzidas em alinhamento idôneo,
verão calvo de um sol desfeito

Mas

Nada tendo de nada que sei
e do que sei tendo nada,
apenas carreguei mãos abertas
a benzer teus olhos com loucura
meio a razão e a tentação

Agora

Dou-te sem medo do que não sei
minhas horas vividas, vindouras.
Faz tempo ... um dia eu serenei...
Hoje orvalho sendas...
Por zelo leva a faixa à vida.
Prossigas!

Eliane Alcântara

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Sou essa flor

Tua vida é um grande rio, vai caudalosamente,
a sua beira, invisível, eu broto docemente.
Sou essa flor perdida entre juncos e achiras
que piedoso alimentas, mas acaso nem olhas.

Quando cresces me levas e morro em teu seio,
quando secas morro pouco a pouco no lodo;
Mas de novo volto a brotar docemente
quando nos dias belos vais caudalosamente.

Sou essa flor perdida que brota nas tuas margens
humilde e silenciosa todas as primaveras.

Alfonsina Storni

Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)

Cecilia Meireles 



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      "Todas as prendas que me deste, um dia,
      Guardei-as, meu encanto, quase a medo,
      E quando a noite espreita o pôr-do-sol,
      Eu vou falar com elas em segredo..." 

      Florbela Espanca

      "Pega-me tu ao colo
      E leva-me para dentro da tua casa.
      Despe meu ser cansado e humano
      E deita-me na tua cama.
      E conta-me histórias, caso eu acorde,
      Para eu tornar a adormecer.
      E dá-me sonhos teus para eu brincar
      Até que nasça qualquer dia
      Que tu sabes qual é."

      Alberto Caeiro

      "Agora quero dormir. Quero distrair-me, ou seja ler. Da cama olhei em
      volta e descobri que o livro que num dia como este eu teria querido ler
      não estava ainda escrito(...)"

      C.WOLF      



- Postado por: LaLi...mulher...poema....


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Abro a rosa com pétalas viradas para dentro
de mim, sugando-me o ser com os seus lábios
de veludo. E quando estou dentro da rosa, ouvindo
a música que corre ao longo do caule, num êxtase
de seiva, troco em versos o que a rosa me diz,
sentindo que a rosa se fecha, em botão, para
que o meu ser não saia de dentro dela. Então,
sei que habito o próprio centro do efémero,
enquanto as pétalas vão caindo, uma a uma,
à medida que a rosa se abre, e o sol que entra
para dentro da rosa, empurrando o meu ser
para fora do centro, corre nas suas veias,
como seiva de fogo, até fazer com que outros
botões nasçam, para que me suguem o ser, até
entre mim e a rosa não haver senão a frágil
fronteira de um espinho, em que me pico,
sentindo que a gota de sangue do meu dedo
podia ser a seiva em que a rosa nasce do ser
que a deseja, no instante efémero do amor.

"Rosa com espinho"-Poema de Nuno Júdice
in "As coisas mais simples"



- Postado por: LaLi...mulher...poema....


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