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Cristiny On Line
um poema de flor
cheiro acre-doce de essências divinas,perfumes mágicos do amor,
lança, relança,
perfuma divinamente a vida e
o ser vive
e a flor vive, transcende à essência do sonho
Milton Oliveira
Clique na orquidea abaixo
e veja que lindo o cantar das flores
coisas que vejo na net..e trago para vcs...olhem que lindo esse..clica figura de passaro abaixo
e erga o som tb...
esse post é dedicado a minha mãe Maria, toda delicadinha como é..fazendo 80 anos hoje...um beijo mãe...amo voce...muito...
"A Velhice pode guardar a beleza"Paulo Coelho
Ana Cintra conta que seu filho pequeno,
com a curiosidade de quem ouviu uma nova palavra, mas ainda nao entendeu seu significado, perguntou-lhe:
"Mamãe, o que é velhice? "
Na fração de segundo antes da resposta,
Ana fez uma verdadeira viagem ao passado.
Lembrou-se dos momentos de luta, das dificuldades, das decepções.
Sentiu todo o peso da idade e da responsabilidade em seus ombros.
Tornou a olhar para o filho, que, sorrindo, aguardava uma resposta.
"Olhe para o meu rosto, filho" , disse ela.
"Isto é a velhice".
E imaginou o garoto vendo as rugas e a tristeza em seus olhos.
Qual não foi sua surpresa quando,
depois de alguns instantes, o menino respondeu:
"Mamãe! Como a velhice é bonita!"
AS MINHAS ASAS
Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.- Eram brancas, brancas, brancas,
Como as do anjo que mas deu:
Eu inocente como elas,
Por isso voava ao céu.Veio a cobiça da terra,
Vinha para me tentar;
Por seus montes de tesouros
Minhas asas não quis dar.
- Veio a ambição, coas grandezas,
Vinham para mas cortar,
Davam-me poder e glória;
Por nenhum preço as quis dar.Porque as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Em me eu cansando da terra
Batia-as, voando ao céu.Mas uma noite sem lua
Que eu contemplava as estrelas,
E já suspenso da terra,
Ia voar para elas,
- Deixei descair os olhos
Do céu alto e das estrelas...
Vi, entre a névoa da terra,
Outra luz mais bela que elas.E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Para a terra me pesavam,
Já não se erguiam ao céu.Cegou-me essa luz funesta
De enfeitiçados amores...
Fatal amor, negra hora
Foi aquela hora de dores!
- Tudo perdi nessa hora
Que provei nos seus amores
O doce fel do deleite,
O acre prazer das dores.E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Pena a pena, me caíram...
Nunca mais voei ao céu.
[Almeida Garrett- Porto, 1799-1854]esse post dedico a amiga ÞerÞetµal night ...
desejo de todo coração e alma
que voce fique bem....
clique na imagem abaixo e viaje...
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lindos poemas...
Bolero de Ravel
...A alma cativa e obcecada
enrola-se indefinidamente numa espiral de desejo
e melancolia
Infinita, infinitamente...
As mãos não tocam jamais o aéreo objeto,
esquiva ondulação evanescente.
Os olhos magnetizados, escutam
e no círculo ardente nossa vida para sempre está presa,
está presa...
Os tambores abafam a morte do Imperador.
http://www.cafedostoievski.pop.com.br/drummond/sentimento.html
Gosta de Ravel?...clique na figura acima e vera um clip lindo...ergue o som porque esta baixo e também demora para carregar, mais vale a pena..é lindíssimo...espero que voce goste...

A Linha e O Linho
Gilberto Gil
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto-a-ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa, da paixão
A sua vida, o meu caminho, nosso amor
Você a linha, e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado a casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
BRAHMS
O som do violino
escapa
por entre as lisuras
As fissuras incandescentes da tardeBuscando no corpo a eleição
a perfeição
Os jacintos adormecidos da arteNuma desordem
súbita
Maria Teresa Hortaclique aqui Brahms e aqui também
tirado do blog TEXERE
E a manhã é de sol, como todas as manhãs de inverno na Cidade Luz.
O céu de um azul de brigadeiro onde nenhuma nuvem desenha-se. Um bando de andorinhas voa rumo ao lago que se vê ao longe , talvez imaginando ser um pedaço do céu na terra (de tão igualmente azul). Um avião empina seu grande nariz para cima e voa em direção certa rumo ao oeste.
E hoje reparei nas flores de Ipê. Uma das vantagens de não estar mais ao volante é essa. Pode-se reparar melhor a vida.
Tem centenas de pés de ipês nas áreas verdes que separam a larga avenida que cruza a cidade. Na primavera é uma festa para os olhos os bouquets amarelos, rosa, roxos e lilases. Mas no outono/inverno (e hoje é que me dei conta desse detalhe) só florescem os ipês de cor rosa-claro e lilás.
Em toda a extensão da avenida não vi sequer uma flor amarela ou roxa. Será sempre assim? Não sei.. só hoje me dei conta disso.
E floridos também estão ainda os pés de "quaresmeira" que igualmente reparei, só restaram na cor lilás e rosa.
Quaresmeira (não sei o nome científico) é uma pequena árvore típica do serrado que floresce sempre na quaresma. Podia-se até mesmo recriar a história se Cristo tivesse vivido aqui. "E ELE sentou-se ao pé da quaresmeira para descansar e pregou a Seus discípulos"...
Por todo canto que se olha depara-se com uma dessas arvores de folhas largas e crespas e flores pequenas em abundância (de flores e variedade de cor)
Mas o IPÊ, que é a árvore mais encontrada entre as ruas (eu sou apaixonada por sua grandiosidade)... Já estão tão grandes e há tantos anos enfeitam as ruas... que podem ser considerados a "marca registrada" de Brasília. Desde que me lembro, elas existiram. Nos primeiros anos que mudei para cá eram ainda "crianças".
Quando chega a primeira chuva (véspera de primavera) Elas renovam-se como num passe de mágica. De seus galhos secos e nus brotam da noite para o dia uma abundância de folhas verdes e brilhantes... e logo vem as flores..
Entre o verde e o musgo brotam milhares de cachos imensos de flores. É uma festa para os olhos de um mortal e um verdadeiro poema se o mortal é um sonhador. E são amarelas, rosas, lilases e roxas. E são imponentes e ao mesmo tempo singelas. E ficam meses floridas. E encantam os olhos e a alma.
Até que chega o outono e as folhas caem (como agora). E ai parece um imenso enfeite com espetos de algodão doce. Mas onde estarão as amarelas? porquê só restaram as cor-de-rosa e lilases?
E os Ipês ficarão floridos ainda no inverno.. cairão aos poucos como se fossem sonhos perdidos um a um. E chegará o dia que só estarão ali os esqueletos enegrecidos pelo frio e pelas cinzas das queimadas que tomam conta do nosso cerrado.
E há de se esperar a primavera para de novo recomeçar... As folhas e flores brotarão. E com elas.. quem sabe os sonhos?
Bom dia meu querido amor. Dizer "eu te amo" não são as palavras que eu quero ouvir de ti. Basta-me saber que sorriu antes de dormir.£ost ïn £övë. (manhã do dia 8 de junho de 2006)
um lindo final de semana e que sua estrada seja sempre cheinha de ipês coloridos e de muito sentimento bom...beijos...
ESPELHO
Sou prata e exato. Eu não prejulgo.
O que vejo engulo de imediato
Tal qual é, sem me embaçar de amor ou desgosto.
Não sou cruel, tão somente veraz —
O olho de um deusinho, de quatro cantos.
O tempo todo reflito sobre a parede em frente.
É rosa, com manchas. Fitei-a tanto
Que a sinto parte de meu coração. Mas vacila.
Faces e escuridão insistem em nos separar.Agora sou um lago. Uma mulher se inclina para mim,
Buscando em domínios meus o que realmente é.
Mas logo se volta para aqueles farsantes, o lustre e a lua.
Vejo suas costas e as reflito fielmente.
Ela me paga em choro e agitação de mãos.
Sou importante para ela. Ela vai e vem.
A cada manhã sua face reveza com a escuridão.
Em mim afogou uma menina, e em mim uma velha
Salta sobre ela dia após dia como um peixe horrendo.(tradução de Vinicius Dantas)
ACHAVA QUE NÃO PODIA SER MAGOADAAchava que não podia ser magoada;
achava que com certeza era
imune ao sofrimento —
imune às dores do espírito
ou à agonia.Meu mundo tinha o calor do sol de abril
Meus pensamentos, salpicados de verde e ouro.
Minha alma em êxtase, ainda assim
conheceu a dor suave e aguda que só o prazer
pode conter.Minha alma planava sobre as gaivotas
que, ofegantes, tão alto se lançando,
lá no topo pareciam roçar suas asas
farfalhantes no teto azul
do céu.(Como é frágil o coração humano —
um latejar, um frêmito —
um frágil, luzente instrumento
de cristal que chora
ou canta.)Então de súbito meu mundo escureceu
E as trevas encobriram minha alegria.
Restou uma ausência triste e doída
Onde mãos sem cuidado tocaram
e destruíramminha teia prateada de felicidade.
As mãos estacaram, atônitas.
Mãos que me amavam, choraram ao ver
os destroços do meu firma-
mento.(Como é frágil o coração humano —
espelhado poço de pensamentos.
Tão profundo e trêmulo instrumento
de vidro, que canta
ou chora.)(tradução de Mônica Magnani Monte)
http://www.algumapoesia.com.br/poesia/poesianet081.htm
mais poemas aqui, nesse endereço abaixo...visitem...é especial....
Perfumaria
Há dias de se acordar tão feminina!Gata,sereia,bailarina,
sedas,laços e batom.
O corpo é doce,o beijo é bom,
a vida é orquestra; eu,maestrina.
É dia de viver celeremente.
Antes que o encanto rache
ou que o ciclone aumente,
lavo-me em mel e purpurina.
Mas toca o telefone,a flauta desafina,
e eu visto a couraça novamente
Flora Figueiredo
A carícia perdida
Sai-me dos dedos a carícia sem causa,
Sai-me dos dedos...
No vento, ao passar,
A carícia que vaga sem destino nem fim,
A carícia perdida, quem a recolherá?
Posso amar esta noite com piedade infinita,
Posso amar ao primeiro que conseguir chegar.
Ninguém chega. Estão sós os floridos caminhos.
A carícia perdida, andará... andará...
Se nos olhos te beijarem esta noite, viajante,
Se estremece os ramos um doce suspirar,
Se te aperta os dedos uma mão pequena
Que te toma e te deixa, que te engana e se vai.
Se não vês essa mão, nem essa boca que beija,
Se é o ar quem tece a ilusão de beijar,
Ah, viajante, que tens como o céu os olhos,
No vento fundida, me reconhecerás?
Alfonsina Storni
um lindo final de semana...sempre com amor..paz e carinho e também procurando nunca julgar uma pessoa pelo que ela é e por seus atos...beijos...
CRISÂNTEMOS
Sombrios mensageiros das violetas,
De longas e revoltas cabeleiras;
Brancos, sois o casto olhar das virgens
Pálidas que ao luar, sonham nas eiras.
Vermelhos, gargalhadas triunfantes,
Lábios quentes de sonhos e desejos,
Carícias sensuais d´amor e gozo;
Crisântemos de sangue, vós sois beijos!
Os amarelos riem amarguras,
Os roxos dizem prantos e torturas,
Há-os também cor de fogo, sensuais...
Eu amo os crisântemos misteriosos
Por serem lindos, tristes e mimosos,
Por ser a flor de que tu gostas mais
A Mensageira das Violetas, de Florbela Espanca
ahhh..consegui esse livro na net....vou deixar o endereço, tem muitos..muitos a disposição nesse site...visitem e aproveitem, mesmo porque temos livros e de nem precisamos pagar, não é?