£a£i...mulher...poema...


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Sejam Benvindos(as)...

 

Pergunto a cada um destes novos ladrilhos, todos lindos, novos, em brilho, quem me fez sair dos trilhos, me encher de suspiros, abandonar aqueles mesmos caminhos todos de muitos espinhos, despir uns vazios, viver em cios, pensar em filhos, me esvair em águas e rios. Fizeste isto: ladrilhaste minha alma com aquelas pedrinhas de brilhante que eu desisti há tanto de acreditar que existiam.

Escrito por Ticcia

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Ontem

As fendas nas quais cultivavas meus sorrisos
eram ideogramas de leituras não feitas
por minhas inconciliáveis palavras,
margem de pus e suor em meu peito

Ainda

Do lado de lá circulavam manhãs
quando eu tardia pioneira do nada
abria a mochila de meus sentimentos
e via voar sem um mínimo de pressa
faíscas molestadas por minhas asas,
plumas seduzidas em alinhamento idôneo,
verão calvo de um sol desfeito

Mas

Nada tendo de nada que sei
e do que sei tendo nada,
apenas carreguei mãos abertas
a benzer teus olhos com loucura
meio a razão e a tentação

Agora

Dou-te sem medo do que não sei
minhas horas vividas, vindouras.
Faz tempo ... um dia eu serenei...
Hoje orvalho sendas...
Por zelo leva a faixa à vida.
Prossigas!

Eliane Alcântara

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um poema de flor


cheiro acre-doce de essências divinas,

perfumes mágicos do amor,

lança, relança,

perfuma divinamente a vida e

o ser vive

e a flor vive, transcende à essência do sonho

Milton Oliveira

Clique na orquidea abaixo  e veja que lindo o cantar das flores

 coisas que vejo na net..e trago para vcs...olhem que lindo esse..clica figura de passaro abaixoe erga o som tb...

esse post é dedicado a minha mãe Maria, toda delicadinha como é..fazendo 80 anos hoje...um beijo mãe...amo voce...muito...


"A Velhice pode guardar a beleza"

 Paulo Coelho

Ana Cintra conta que seu filho pequeno,
com a curiosidade de quem ouviu uma nova palavra, mas ainda nao entendeu seu significado, perguntou-lhe:
"Mamãe, o que é velhice? "
Na fração de segundo antes da resposta,
Ana fez uma verdadeira viagem ao passado.
Lembrou-se dos momentos de luta, das dificuldades, das decepções.
Sentiu todo o peso da idade e da responsabilidade em seus ombros.
Tornou a olhar para o filho, que, sorrindo, aguardava uma resposta.
"Olhe para o meu rosto, filho" , disse ela.
"Isto é a velhice".
E imaginou o garoto vendo as rugas e a tristeza em seus olhos.
Qual não foi sua surpresa quando,
depois de alguns instantes, o menino respondeu:
"Mamãe! Como a velhice é bonita!"  



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AS MINHAS ASAS

Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.

- Eram brancas, brancas, brancas,
Como as do anjo que mas deu:
Eu inocente como elas,
Por isso voava ao céu.

Veio a cobiça da terra,
Vinha para me tentar;
Por seus montes de tesouros
Minhas asas não quis dar.
- Veio a ambição, coas grandezas,
Vinham para mas cortar,
Davam-me poder e glória;
Por nenhum preço as quis dar.

Porque as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Em me eu cansando da terra
Batia-as, voando ao céu.

Mas uma noite sem lua
Que eu contemplava as estrelas,
E já suspenso da terra,
Ia voar para elas,
- Deixei descair os olhos
Do céu alto e das estrelas...
Vi, entre a névoa da terra,
Outra luz mais bela que elas.

E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Para a terra me pesavam,
Já não se erguiam ao céu.

Cegou-me essa luz funesta
De enfeitiçados amores...
Fatal amor, negra hora
Foi aquela hora de dores!
- Tudo perdi nessa hora
Que provei nos seus amores
O doce fel do deleite,
O acre prazer das dores.

E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Pena a pena, me caíram...
Nunca mais voei ao céu.


[Almeida Garrett- Porto, 1799-1854]

esse post dedico a amiga ÞerÞetµal night ...

desejo de todo coração e alma

que voce fique bem....

clique na imagem abaixo e viaje...

 

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"Meus Poetas... Meus Poemas..."

lindos poemas...



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Bolero de Ravel

...A alma cativa e obcecada
enrola-se indefinidamente numa espiral de desejo
e melancolia
Infinita, infinitamente...
As mãos não tocam jamais o aéreo objeto,
esquiva ondulação evanescente.
Os olhos magnetizados, escutam
e no círculo ardente nossa vida para sempre está presa,
está presa...
Os tambores abafam a morte do Imperador.

http://www.cafedostoievski.pop.com.br/drummond/sentimento.html

 

Gosta de Ravel?...clique na figura acima e vera um clip lindo...ergue o som porque esta  baixo e também demora para carregar, mais vale a pena..é lindíssimo...espero que voce goste...

 

   A Linha e O Linho

Gilberto Gil

      É a sua vida que eu quero bordar na minha
      Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
      E a agulha do real nas mãos da fantasia
      Fosse bordando ponto-a-ponto nosso dia-a-dia
      E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
      Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
      O zig-zag do tormento, as cores da alegria
      A curva generosa da compreensão
      Formando a pétala da rosa, da paixão
      A sua vida, o meu caminho, nosso amor
      Você a linha, e eu o linho, nosso amor
      Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
      Reproduzidos no bordado a casa, a estrada, a correnteza
      O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza   



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BRAHMS

O som do violino
escapa
por entre as lisuras
As fissuras incandescentes da tarde

Buscando no corpo a eleição
a perfeição
Os jacintos adormecidos da arte

Numa desordem
súbita


Maria Teresa Horta

clique aqui Brahms e aqui também 

 tirado do blog TEXERE

E a manhã é de sol, como todas as manhãs de inverno na Cidade Luz.
O céu de um azul de brigadeiro onde nenhuma nuvem desenha-se. Um bando de andorinhas voa rumo ao lago que se vê ao longe , talvez imaginando ser um pedaço do céu na terra (de tão igualmente azul). Um avião empina seu grande nariz para cima e voa em direção certa rumo ao oeste.
E hoje reparei nas flores de Ipê. Uma das vantagens de não estar mais ao volante é essa. Pode-se reparar melhor a vida.
Tem centenas de pés de ipês nas áreas verdes que separam a larga avenida que cruza a cidade. Na primavera é uma festa para os olhos os bouquets amarelos, rosa, roxos e lilases. Mas no outono/inverno (e hoje é que me dei conta desse detalhe) só florescem os ipês de cor rosa-claro e lilás.
Em toda a extensão da avenida não vi sequer uma flor amarela ou roxa. Será sempre assim? Não sei.. só hoje me dei conta disso.
E floridos também estão ainda os pés de "quaresmeira" que igualmente reparei, só restaram na cor lilás e rosa.
Quaresmeira (não sei o nome científico) é uma pequena árvore típica do serrado que floresce sempre na quaresma. Podia-se até mesmo recriar a história se Cristo tivesse vivido aqui. "E ELE sentou-se ao pé da quaresmeira para descansar e pregou a Seus discípulos"...
Por todo canto que se olha depara-se com uma dessas arvores de folhas largas e crespas e flores pequenas em abundância (de flores e variedade de cor)
Mas o IPÊ, que é a árvore mais encontrada entre as ruas (eu sou apaixonada por sua grandiosidade)... Já estão tão grandes e há tantos anos enfeitam as ruas... que podem ser considerados a "marca registrada" de Brasília. Desde que me lembro, elas existiram. Nos primeiros anos que mudei para cá eram ainda "crianças".
Quando chega a primeira chuva (véspera de primavera) Elas renovam-se como num passe de mágica. De seus galhos secos e nus brotam da noite para o dia uma abundância de folhas verdes e brilhantes... e logo vem as flores..
Entre o verde e o musgo brotam milhares de cachos imensos de flores. É uma festa para os olhos de um mortal e um verdadeiro poema se o mortal é um sonhador. E são amarelas, rosas, lilases e roxas. E são imponentes e ao mesmo tempo singelas. E ficam meses floridas. E encantam os olhos e a alma.
Até que chega o outono e as folhas caem (como agora). E ai parece um imenso enfeite com espetos de algodão doce. Mas onde estarão as amarelas? porquê só restaram as cor-de-rosa e lilases?
E os Ipês ficarão floridos ainda no inverno.. cairão aos poucos como se fossem sonhos perdidos um a um. E chegará o dia que só estarão ali os esqueletos enegrecidos pelo frio e pelas cinzas das queimadas que tomam conta do nosso cerrado.
E há de se esperar a primavera para de novo recomeçar... As folhas e flores brotarão. E com elas.. quem sabe os sonhos?
Bom dia meu querido amor. Dizer "eu te amo" não são as palavras que eu quero ouvir de ti. Basta-me saber que sorriu antes de dormir.

£ost ïn £övë. (manhã do dia 8 de junho de 2006)

um lindo final de semana e que sua estrada seja sempre cheinha de ipês coloridos e de muito sentimento bom...beijos...



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ESPELHO

Sou prata e exato. Eu não prejulgo.
O que vejo engulo de imediato
Tal qual é, sem me embaçar de amor ou desgosto.
Não sou cruel, tão somente veraz —
O olho de um deusinho, de quatro cantos.
O tempo todo reflito sobre a parede em frente.
É rosa, com manchas. Fitei-a tanto
Que a sinto parte de meu coração. Mas vacila.
Faces e escuridão insistem em nos separar.

Agora sou um lago. Uma mulher se inclina para mim,
Buscando em domínios meus o que realmente é.
Mas logo se volta para aqueles farsantes, o lustre e a lua.
Vejo suas costas e as reflito fielmente.
Ela me paga em choro e agitação de mãos.
Sou importante para ela. Ela vai e vem.
A cada manhã sua face reveza com a escuridão.
Em mim afogou uma menina, e em mim uma velha
Salta sobre ela dia após dia como um peixe horrendo.

(tradução de Vinicius Dantas)


ACHAVA QUE NÃO PODIA SER MAGOADA

Achava que não podia ser magoada;
achava que com certeza era
imune ao sofrimento —
imune às dores do espírito
ou à agonia.

Meu mundo tinha o calor do sol de abril
Meus pensamentos, salpicados de verde e ouro.
Minha alma em êxtase, ainda assim
conheceu a dor suave e aguda que só o prazer
pode conter.

Minha alma planava sobre as gaivotas
que, ofegantes, tão alto se lançando,
lá no topo pareciam roçar suas asas
farfalhantes no teto azul
do céu.

(Como é frágil o coração humano —
um latejar, um frêmito —
um frágil, luzente instrumento
de cristal que chora
ou canta.)

Então de súbito meu mundo escureceu
E as trevas encobriram minha alegria.
Restou uma ausência triste e doída
Onde mãos sem cuidado tocaram
e destruíram

minha teia prateada de felicidade.
As mãos estacaram, atônitas.
Mãos que me amavam, choraram ao ver
os destroços do meu firma-
mento.

(Como é frágil o coração humano —
espelhado poço de pensamentos.
Tão profundo e trêmulo instrumento
de vidro, que canta
ou chora.)

(tradução de Mônica Magnani Monte)

http://www.algumapoesia.com.br/poesia/poesianet081.htm

mais poemas aqui, nesse endereço abaixo...visitem...é especial.... 

http://0402193462c4c90306.comunidade.uolk.uol.com.br/



- Postado por: LaLi...mulher...poema....


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Perfumaria


Há dias de se acordar tão feminina!

Gata,sereia,bailarina,

sedas,laços e batom.

O corpo é doce,o beijo é bom,

a vida é orquestra; eu,maestrina.

É dia de viver celeremente.

Antes que o encanto rache

ou que o ciclone aumente,

lavo-me em mel e purpurina.

Mas toca o telefone,a flauta desafina,

e eu visto a couraça novamente

Flora Figueiredo

A carícia perdida

Sai-me dos dedos a carícia sem causa,

Sai-me dos dedos...

No vento, ao passar,

A carícia que vaga sem destino nem fim,

A carícia perdida, quem a recolherá?

Posso amar esta noite com piedade infinita,

Posso amar ao primeiro que conseguir chegar.

Ninguém chega. Estão sós os floridos caminhos.

A carícia perdida, andará... andará...

Se nos olhos te beijarem esta noite, viajante,

Se estremece os ramos um doce suspirar,

Se te aperta os dedos uma mão pequena

Que te toma e te deixa, que te engana e se vai.

Se não vês essa mão, nem essa boca que beija,

Se é o ar quem tece a ilusão de beijar,

Ah, viajante, que tens como o céu os olhos,

No vento fundida, me reconhecerás?

Alfonsina Storni

um lindo final de semana...sempre com amor..paz e carinho e também procurando nunca julgar uma pessoa pelo que ela é e por seus atos...beijos...

 

CRISÂNTEMOS

 

Sombrios mensageiros das violetas,

 

De longas e revoltas cabeleiras;

 

Brancos, sois o casto olhar das virgens

 

Pálidas que ao luar, sonham nas eiras.

 

Vermelhos, gargalhadas triunfantes,

 

Lábios quentes de sonhos e desejos,

 

Carícias sensuais d´amor e gozo;

 

Crisântemos de sangue, vós sois beijos!

 

Os amarelos riem amarguras,

 

Os roxos dizem prantos e torturas,

 

Há-os também cor de fogo, sensuais...

 

Eu amo os crisântemos misteriosos

 

Por serem lindos, tristes e mimosos,

 

Por ser a flor de que tu gostas mais

 

 

A Mensageira das Violetas, de Florbela Espanca

 

ahhh..consegui esse livro na net....vou deixar o endereço, tem muitos..muitos a disposição nesse site...visitem e aproveitem, mesmo porque temos livros e de nem precisamos pagar, não é?

 

http://www.ig.com.br/paginas/novoigler/download.html 



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