£a£i...mulher...poema...






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o que toca...

Por toda a eternidade

Danilo Caymmi

clique e conheça

Terra e Mar Músicas

Sejam Benvindos(as)...

Pergunto a cada um destes novos ladrilhos, todos lindos, novos, em brilho, quem me fez sair dos trilhos, me encher de suspiros, abandonar aqueles mesmos caminhos todos de muitos espinhos, despir uns vazios, viver em cios, pensar em filhos, me esvair em águas e rios. Fizeste isto: ladrilhaste minha alma com aquelas pedrinhas de brilhante que eu desisti há tanto de acreditar que existiam.

Ticcia

Ontem

As fendas nas quais cultivavas meus sorrisos
eram ideogramas de leituras não feitas
por minhas inconciliáveis palavras,
margem de pus e suor em meu peito

Ainda

Do lado de lá circulavam manhãs
quando eu tardia pioneira do nada
abria a mochila de meus sentimentos
e via voar sem um mínimo de pressa
faíscas molestadas por minhas asas,
plumas seduzidas em alinhamento idôneo,
verão calvo de um sol desfeito

Mas

Nada tendo de nada que sei
e do que sei tendo nada,
apenas carreguei mãos abertas
a benzer teus olhos com loucura
meio a razão e a tentação

Agora

Dou-te sem medo do que não sei
minhas horas vividas, vindouras.
Faz tempo ... um dia eu serenei...
Hoje orvalho sendas...
Por zelo leva a faixa à vida.
Prossigas!

Eliane Alcântara

Tu já tinhas um nome, e eu
não sei se eras fonte ou brisa
ou mar ou flor.
Nos meus versos chamar-te-ei
Amor...

Eugénio de Andrade


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Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Levar-te à boca,
beber a água
mais funda do teu ser -

se a luz é tanta,
como se pode morrer?

Eugênio de Andrade

o mar sendo tomado
invadido
possuído
pela terra

***

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Cantinho da Laranja Lima

...sou Lali 



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Sigo um caminho
Um caminho de terra
Um caminho de flores
 
Chuva miúda
Terra molhada
Explode em sentimento
Cheiro de vida
 
Coração explode no peito
Faminto do afago
Do abraço
Nessa doce espera
 
Um chamamento
Um encontro do querer
 
Todos os caminhos do sonho
"Na cara do espelho"
Os maiores desejos
No fim da razão
 
Buscando o silêncio
Buscando o amor
Encontrando você
Na essência das flores
No meu caminho...
 

Terra que preciso
Terra minha
Terra que amo

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Pés descalços na areia, moldam os sonhos
Um andarilho em silêncio...
Seguindo o bater de um coração – o teu
- Prende teu coração ao meu, vem...!
Perdido no mundo com tantas vontades
Respiro apenas um aroma selvagem
Que faz de mim um ser diferente
Todo pronto, feito com muito amor
Ah, esse aroma, embriaga e seduz
Dispersos nas ondas que vão e vem
Quero apenas respirar...preciso
Aroma de laranjeira...
Entre dois mundos
Terra-mulher...
Mãe-terra...
Pura emoção!

 
Mar da Terra
Com meu necessitar...

 

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POEMA DE AMOR
AL MODO PRÉ-SOCRÁTICO

 
Jorge Luis Gutiérrez
 

En este rato
frente al brillo del sol
y frente a la suave
dulzura de la luz
que declina sobre el cosmo,
me doy cuenta
que tú eres
mi agua,
mi aire,
mi fuego,
mi tierra.

Que eres
infinita y persistente.
imperecedera,
perenne,
inextinguible,
pertinaz,
inagotable.

En ti me encuentro
y me diluyo.
En ti me reúno
y me disuelvo.

Y te amo
cuando te mueves
y cuando no te mueves.
Cuando cambias
y cuando no cambias.

Pues eres el Principio:
amoroso y erótico.
Eres la Causa:
primordial y sublime.

Eres Seducción ilimitada:
armonía perfecta
de la forma y del límite.

Concordia consumada:
de la belleza y de la línea.

Eres fuego:
que nunca se extingue:
que me quema y me excita,
me consume y me alimenta.

Eres la imposibilidad
lógica del no ser:
pues eres.

Y siendo existes
y existiendo vives,
y viviendo eres vida.
Y siendo vida eres duración...

Y permaneces en la infinitud:
de nada careces.
Nada te falta:
eres la plenitud del ser.

Y bajo el ardiente sol
yo intento comprender
la infinidad de tu figura.

Intento entender
como la forma y el encanto
se unieron en tu cuerpo.

Y luego percibo
sin más
tu materialidad.
Tu existir sensible,
evidente, sensitivo,
visible, notorio,
patente, indudable.

Y te veo:
estás allí,
estás en el lugar
que ocupas.

Estás en el espacio de tu ser.
Y tu lugar es tu lugar.

Y nada te sobra
y nada te falta:
estás allí
plena y suficiente.

Estás en el espacio
y en el tiempo.

Y eres materia deseada.
Sustancia apetecible.

Y amo
los detalles de tu naturaleza
y la realidad de tu prevalecer.

Amo tu alma:
plena e contingente.

Amo cuando pasas
de la potencia al acto.
De la sensibilidad
a la supra-sensibilidad

Y amo cuando
puedo recorrer
en tiempo finitos
tu complexión infinita.

Amo cuando me
revelas tu ser
y yo sé que eres.

Amo cuando eres suficiente.
Cuando no me faltas,
cuando eres,
cuando no eres ausencia,
cuando eres plenitud.
Cuando tu presencia me basta.
Cuando no eres escasez,
ni vacío.
Cuando soy feliz solamente
porque sé que existes,
y tan sólo porque existes.

Te amo
cuando nada me es escaso
en este universo
porque tú estás aquí.
Y pareciera que en el mundo
no hay nada más que tú:
porque superabundas
y eres profusión a raudal.

Entonces pienso
que en el principio eras agua,
pura agua...
eras agua de lluvia,
agua de una lágrima,
agua de un beso,
agua de un deseo,
agua en la cálida
humedad de tu cuerpo:
humedad primordial,
fundamental,
esencial,
innata,
primaria.

Eras agua...
sencilla agua
en la génesis de tu ser.

Y entonces
pienso en el aire
meciendo tu pelo
e induzco que eres aire...
viento que va y que viene.
Espíritu de esta tierra
asoleada y generosa.

Eres torbellino
que atañe mi alma
y me infunde placer,
eres soplo esencial,
alimento sabroso.

Y luego pienso que eres sol:
que eres llama,
destello y esplendor.
Y te amo cuando el sol
se detiene en tu piel.

Amo verte bajo el cielo,
en la sideral calma
de un medio día.

Te amo cuando me entregas
el fulgor de tu mirar
y dejas en mi alma
el rico sabor de la vida.

Y a tu lado soy grato.
Bajo tu luminosidad
me lleno de gratitud,
y me abro a la suave
expectativa del devenir
y la fraternal lucidez
de la sencillez
de la tarde,
cayendo benévola
sobre tu sonrisa,
por las calles
de una ciudad
abarrotada de vida...

 

Eu. da Lali

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solta-se o sonho
neste mar imenso...
que acolhe minh’alma nua
na procura de um refúgio seguro


 
ah! lágrimas...
transbordam desse peito
dando ao mar o sabor do sal


 
na maré-cheia...
afastam-se as mágoas
afogam-se os sentimentos


 
...a alma alcança...


 
domam as tempestades...
e prende ao meu pensamento


 
a terra prende-me
...os pés
...o corpo
com tua ânsia incontida


 
Ahh! preso ficou...
meu coração ao teu


 
Mar da Terra
Mar em Terra
Mar com a Terra

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“...Vem sobre os mares, 
Sobre os mares maiores, 
Sobre os mares sem horizontes precisos, 
Vem e passa a mão pelo dorso da fera, 
E acalma-o misteriosamente, 
Ó domadora hipnótica das coisas que se agitam muito!...”
Álvaro de Campos – Dois Excertos de Odes
 
 
 
Brotada do tempo
Vinda da Luz
...da lua
Feita de areia
Misturada ao mar
...enfeitiçado
vibrando, pulsando...
...em pleno gozo
Luz cintilante
Linda...Lua
...na fase cheia
Forte, plena...
...invadida de cio
Coração aberto em concha
...engolindo o mar
misturados no tempo
...caminhos cruzados
Rompendo em amor
...brotando
Uma MULHER!
 
...em amor
a mulher que respiro!
 
Eu.
Mar da Terra

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O teu nome

Flor de acaso ou ave deslumbrante,
Palavra tremendo nas redes da poesia,
O teu nome, como o destino, chega,
O teu nome, meu amor, o teu nome nascendo,
De todas as cores do dia!

Alexandre O'Neil

Sagres

Vinha de longe o mar...
Vinha de longe, dos confins do medo...
Mas vinha azul e brando, a murmurar
Aos ouvidos da terra um cósmico segredo.

E a terra ouvia, de perfil agudo,
A confidencial revelação
Que iluminava tudo
Que fora bruma na imaginação.

Era o resto do mundo que faltava
(Porque faltava mundo!).
E o agudo perfil mais se aguçava,
E o mar jurava cada vez mais fundo.

Sagres sagrou então a descoberta
Por descobrir:
As duas margens de certeza incerta
Teriam de se unir!

Miguel Torga

Este é o prólogo

Deixaria neste livro
toda a minha alma.
Este livro que viu
as paisagens comigo
e viveu horas santas.

Que pena dos livros
que nos enchem as mãos
de rosas e de estrelas
e lentamente passam !

Que tristeza tão funda
é olhar os retábulos
de dores e de penas
que um coração levanta !

Ver passar os espectros
de vida que se apagam,
ver o homem desnudo
em Pégaso sem asas,

ver a vida e a morte,
a síntese do mundo,
que em espaços profundos
se olham e se abraçam.

Um livro de poesias
é o outono morto:
os versos são as folhas
negras em terras brancas,

e a voz que os lê
é o sopro do vento
que lhes incute nos peitos
entranháveis distâncias.

O poeta é uma árvore
com frutos de tristeza
e com folhas murchas
de chorar o que ama.

O poeta é o médium
da Natureza
que explica sua grandeza
por meio de palavras.

O poeta compreende
todo o incompreensível
e as coisas que se odeiam,
ele, amigas as chamas.

Sabe que as veredas
são todas impossíveis,
e por isso de noite
vai por elas com calma.

Nos livros de versos,
entre rosas de sangue,
vão passando as tristes
e eternas caravanas

que fizeram ao poeta
quando chora nas tardes,
rodeado e cingido
por seus próprios fantasmas.

Poesia é amargura,
mel celeste que emana
de um favo invisível
que as almas fabricam.

Poesia é o impossível
feito possível. Harpa
que tem em vez de cordas
corações e chamas.

Poesia é a vida
que cruzamos com ânsia,
esperando o que leva
sem rumo a nossa barca.

Livros doces de versos
sãos os astros que passam
pelo silêncio mudo
para o reino do Nada,
escrevendo no céu
suas estrofes de prata.

Oh! que penas tão fundas
e nunca remediadas,
as vozes dolorosas
que os poetas cantam!

Deixaria neste livro
toda a minha alma...

Frederico Garcia Lorca

por EU. e Lali

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Mar de mil sonhos

Sono profundo

Agita-se...

...sem rumo,

sem distância...

Numa brisa errante

Num beijo quente

A terra...

Alma nua

Numa dança do amor

...mostra-se

entrega-se em magia

encanta...

seduz...

desce às águas

Numa ternura suave

...despertando do sono


Eu. de LaLi

Poema Azul

Maria Bethânia


O mar beijando a areia
O céu e a lua cheia
Que cai no mar
Que abraça a areia
Que mostra o céu
E a lua cheia
Que prateia os cabelos do meu bem
Que olha o mar beijando a areia
E uma estrelinha solta no céu
Que cai no mar
Que abraça a areia
Que mostra o céu e a lua cheia
um beijo meu ...


"Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim."
...


Sophia de Mello Breyner Andresen


meu mar... bjus...

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Tenho o nome de uma flor
quando me chamas.
Quando me tocas,
nem eu sei
se sou água, rapariga,
ou algum pomar que atravessei.

Eugénio de Andrade

Sei que estou vivo e cresço sobre a terra.
não porque tenha mais poder,
nem mais saber, nem mais haver.
Como lábio que suplica outro lábio,
como pequena e branca chama de silencio,
como sopro obscuro do primeiro crepúsculo,
sei que estou vivo,
vivo sobre o teu peito,
sobre os teus flancos,
e cresço para ti.

Eugénio de Andrade

Impetuoso, o teu corpo é como um rio
onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.

Imagem dos gestos que tracei,
irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei.
E nele o céu fica mais perto.

Eugénio de Andrade

Eu. LaLi

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NATAL À BEIRA-RIO

É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?

(David Mourão-Ferreira, Obra Poética 1948-1988)

EU. 



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Sonho nosso


minha LaLi,

você, meu sonho de mil segredos

... adormeci

corpo vagueia pela saudade

murmúrios...

tua respiração

sinto bater no meu rosto

sono profundo

... num oceano infinito

mar beija a areia

semeia em mil espumas

emoção...

ah! emoções...

... êxtase

duas gaivotas

... brotam da areia

nos completamos

... meu amor

criamos raizes

em brisa...

... n(o)mar

 

Eu. e LaLi

 

meu Eu.

você  meu mar amado

agitado...silencioso

faminto...

que com suas ondas

me carrega

me toma e possue

e por elas

com amor,

desejo...ternura...

vamos de encontro

ao infinito...sempre

para gerar...

re-nascer...

n(o) mar e  em brisa

seus e meus...

amor(es) de mar...

você... que foi muito

esperado, desejado

com sua...terra...


LaLi e Eu.



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O sono: um sonho, um amor

 

Corações inquietos

Percorrendo os caminhos do tempo

Silêncio...

... eterna busca

Encontro com o mar profundo

Ah! ânsia incontida...

Um abraço

Acolhendo a alma nua

 

Adormecemos, voamos no sonho

Navegamos os maiores desejos

Homem, Mulher

Terra, Mar

Indomável vontade

Alimentada pelo fogo da paixão

No amor...

... em amor

Fecham-se os olhos

Abrem-se em flor

Selvagens aromas

Gemidos se espalham

Estremecem...

 

Um suave vento

Ao som do mar

Cai sobre nós - o tempo

O mar profundo..

 

Mar:

- Dormi com a terra

 

Terra:

- Dormi com o mar

 *

Eu. e LaLi

LaLi e Eu.

Nós...
 
***
 
 
 

Amor e Vida

 

 

 

Impetuoso e inquieto


Mar-Oceano salgado


que insinuoso se lança


sobre a Terra,


chamando, querendo,


tomando-a para si,


tendo necessidade


de amor e vida.

 

Intensa e plena Terra,


querendo vida


do amor de

 
seu Mar,


seios expostos


ventre aberto


à espera da vida


que é aguardada


para coroar essa mistura.

 

Misturas que são


Brisa-Omar,


vidas geradas


de Terra-Mar,


feitos com imenso amor,


intensos chamados,


intensas entregas


e nunca ausências

 

 

 *

 

 

Lali e Eu.

Eu. e LaLi

Nós... 



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Nosso desejo
 
Numa viagem de fantasia
Ao compasso da ironia
Envolve o feitiço das águas
Numa longa espera...
... longa
Longa...
... como se fosse eterna!
Encontro...
... água inunda a terra
Misturar-se-ão, simplesmente
... se a terra deixar-se beijar pela água

EU.

sentidos...

palavras morrem
caminho solitário
por horas
dia frio
opaco
noite
breu
corpo
sem carinho
boca
sem beijos
riso acabado
falta sua
saudades...
lágrimas
ardem olhos, rosto...
amor que resiste
vivo, vibra
sentidos
luta...
é infinito...
imenso...
é nosso
juntos
nele sempre
mesmo
em dia ou horas
como essas.

Lali



por LaLi...mulher...


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A menina selvagem

A menina selvagem veio da aurora
acompanhada de pássaros,
estrelas-marinhas
e seixos.
Traz uma tinta de magnólia escorrida
nas faces.
Seus cabelos, molhados de orvalho e
tocados de musgo,
cascateiam brincando
com o vento.
A menina selvagem carrega punhados
de renda,
sacode soltas espumas.
Alimenta peixes ariscos e renitentes papagaios.
E há de relance, no seu riso,
gume de aço e polpa de amora.

Reis Magos, é tempo!
Ofereci bosques, várzeas e campos
à menina selvagem:
ela veio atrás das libélulas.

Henriqueta Lisboa

 

 

  La caricia perdida

 Se me va de los dedos la caricia sin causa,                               
 se me va de los dedos... En el viento, al rodar, 
 la caricia que vaga sin destino ni objeto, 
 la caricia perdida, ¿quién la recogerá? 
  
 Pude amar esta noche con piedad infinita, 
 pude amar al primero que acertara a llegar. 
 Nadie llega. Están solos los floridos senderos. 
 La caricia perdida, rodará... rodará... 
  
 Si en el viento te llaman esta noche, viajero, 
 si estremece las ramas un dulce suspirar, 
 si te oprime los dedos una mano pequeña 
 que te toma y te deja, que te logra y se va. 
  
 Si no ves esa mano, ni la boca que besa, 
 si es el aire quien teje la ilusión de llamar, 
 oh, viajero, que tienes como el cielo los ojos, 
 en el viento fundida, ¿me reconocerás?  
 

  Alfonsina Storni



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Para você, LaLi

O Início: uma rosa de fátima

 

Tempestade

Corre para o mar

Sons que te fazem lembrar

Estremece...

Vem solta

Solta em teus sonhos

Vem no vento

Envolta em suave perfume

E no afago do vento...

... calmaria invade tempestade

O Caminhar: para o amor

 

Chamamento

Uma viagem para o mar

Ah, a água... o feitiço das águas

... a eterna viagem

O sonho para sonhar

Invade teu peito de água

Agita-se

Amor, ternura, canção

A dança da paixão

Seduz o coração

Olhos presos...

... prende teu coração no meu

Uma palavra vã... uma sílaba na tua boca

... amo

Mar...

... amor

 

O Renascer: Omar

 

A certeza

Começo de um novo amanhã

Pés descalços na viagem para o mar

Mil lembranças

Paixão em desvario

... o toque

Cheio de encantos...

... tanto amor na quietude dos ventos

Grávida de encantos

A canção banha o amor

Vem do mar

... alma ardente

OMAR...

... a cria

Chora...

... acorda a vida

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beijo por cada tempo

... por cada fase

nosso amor... aprisionados no sal

EU.

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...meu EU... sentindo tudo que é nosso em seus escritos, que são meus, meus presentes pelo meu dia, amo vc...sua LaLi



por LaLi...mulher...


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