
onde estou...
- Cantinho da Laranja Limaonde vou...
- Anjo SensualSites de Imagens


Ah! O céu, o mar
Corpos se misturam
Semente que brota
Gota de água
...sal, sêmen, suor
Explode no calor
Aroma de amor
Domando a emoção
Na ternura do momento
O som do mar, manto de notas
Espuma...cobre e recobre
corpos felizes, misturados de sal
Voz do mundo
Luminoso sorriso da Santidade
Rosto de pura Verdade
O tempo parou!
um estalo...
...corpos flutuam
- Uma mulher, o amor
Imenso azul
...dança
reverencia
...inundado de amor
A explosão da Terra!
linda e fecunda
o teu nascer
o ciclo que se cumpre
vem do mar...
mar que te ama,
te acompanha,
te respira

Coração bate inquieto
Numa toada de vento
Numa sonata muda
Num compasso...
Um querer
Nasce no peito
As águas...
...que correm rumo a terra
Numa melodia incontida
Na canção de embalar
...um sussurro
Nota em refrão
...som que faz sentir
o mais puro vibrar
A canção, em emoção
Com a palavra...Amor!
a canção de amor
o barulho do mar
o vibrar da terra
mar inquieto

Noite que guarda mil segredos...
Sonhos nossos
Sorrisos meus
Longo abraço em mágica dança
Numa madrugada de seres apaixonados
Vivida das palavras felizes
O amor invade os sentidos
A ternura impõe sua lei
No colo da terra...
Nos braços do mar...
A respiração...
O sentir...
Desejo além do limite da razão
A busca da vontade mais pura
E na dança das ondas...
...nas profundezas deste sonho
Num voar junto...
...a certeza da posse
Acordamos, com amor, em amor...
Minha terra
Amor de vida minha

Doce Milagre
O dia chora. Agonizo
Com ele meu doce amor.
Nem a sombra dum sorriso,
Na Natureza diviso,
A dar-lhe vida e frescor!
A triste bruma, pesada,
Parece, detrás da serra
Fina renda, esfarrapada,
De Malines, desdobrada
Em mil voltas pela terra!
(O dia parece um réu.
Bate a chuva nas vidraças.)
As avezitas, coitadas,
'Squeceram hoje o cantar.
As flores pendem, fanadas
Nas finas hastes, cansadas
De tanto e tanto chorar...
O dia parece um réu.
Bate a chuva nas vidraças.
É tudo um imenso véu.
Nem a terra nem o céu
Se distingue. Mas tu passas...
E o sol doirado aparece.
O dia é uma gargalhada.
A Natureza endoidece
A cantar. Tudo enternece
A minh'alma angustiada!
Rasgam-se todos os véus
As flores abrem, sorrindo.
Pois se eu vejo os olhos teus
A fitarem-se nos meus,
Não há de tudo ser lindo?!
Se eles são prodigiosos
Esses teus olhos suaves!
Basta fitá-los, mimosos,
Em dias assim chuvosos,
Para ouvir cantar as aves!
A Natureza, zangada,
Não quer os dias risonhos?...
Tu passas... e uma alvorada
Pra mim abre perfumada,
Enche-me o peito de sonhos!
Florbela Espanca

Se voltássemos no tempo,
eu te amaria como amo hoje,
intensamente...
Se não fosse por você,
seria por mim e
se não fosse por mim,
seria por nós.
Lali
você meu EU.
***
onde estou...

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Levar-te à boca,
beber a água
mais funda do teu ser -
se a luz é tanta,
como se pode morrer?
Eugênio de Andrade
o mar sendo tomado
invadido
possuído
pela terra
***
onde estou...

Sigo um caminho
Um caminho de terra
Um caminho de flores
Chuva miúda
Terra molhada
Explode em sentimento
Cheiro de vida
Coração explode no peito
Faminto do afago
Do abraço
Nessa doce espera
Um chamamento
Um encontro do querer
Todos os caminhos do sonho
"Na cara do espelho"
Os maiores desejos
No fim da razão
Buscando o silêncio
Buscando o amor
Encontrando você
Na essência das flores
No meu caminho...
Terra que preciso
Terra minha
Terra que amo
***
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Pés descalços na areia, moldam os sonhos
Um andarilho em silêncio...
Seguindo o bater de um coração – o teu
- Prende teu coração ao meu, vem...!
Perdido no mundo com tantas vontades
Respiro apenas um aroma selvagem
Que faz de mim um ser diferente
Todo pronto, feito com muito amor
Ah, esse aroma, embriaga e seduz
Dispersos nas ondas que vão e vem
Quero apenas respirar...preciso
Aroma de laranjeira...
Entre dois mundos
Terra-mulher...
Mãe-terra...
Pura emoção!
Mar da Terra
Com meu necessitar...
***
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POEMA DE AMOR
AL MODO PRÉ-SOCRÁTICO
Jorge Luis Gutiérrez
En este rato
frente al brillo del sol
y frente a la suave
dulzura de la luz
que declina sobre el cosmo,
me doy cuenta
que tú eres
mi agua,
mi aire,
mi fuego,
mi tierra.
Que eres
infinita y persistente.
imperecedera,
perenne,
inextinguible,
pertinaz,
inagotable.
En ti me encuentro
y me diluyo.
En ti me reúno
y me disuelvo.
Y te amo
cuando te mueves
y cuando no te mueves.
Cuando cambias
y cuando no cambias.
Pues eres el Principio:
amoroso y erótico.
Eres la Causa:
primordial y sublime.
Eres Seducción ilimitada:
armonía perfecta
de la forma y del límite.
Concordia consumada:
de la belleza y de la línea.
Eres fuego:
que nunca se extingue:
que me quema y me excita,
me consume y me alimenta.
Eres la imposibilidad
lógica del no ser:
pues eres.
Y siendo existes
y existiendo vives,
y viviendo eres vida.
Y siendo vida eres duración...
Y permaneces en la infinitud:
de nada careces.
Nada te falta:
eres la plenitud del ser.
Y bajo el ardiente sol
yo intento comprender
la infinidad de tu figura.
Intento entender
como la forma y el encanto
se unieron en tu cuerpo.
Y luego percibo
sin más
tu materialidad.
Tu existir sensible,
evidente, sensitivo,
visible, notorio,
patente, indudable.
Y te veo:
estás allí,
estás en el lugar
que ocupas.
Estás en el espacio de tu ser.
Y tu lugar es tu lugar.
Y nada te sobra
y nada te falta:
estás allí
plena y suficiente.
Estás en el espacio
y en el tiempo.
Y eres materia deseada.
Sustancia apetecible.
Y amo
los detalles de tu naturaleza
y la realidad de tu prevalecer.
Amo tu alma:
plena e contingente.
Amo cuando pasas
de la potencia al acto.
De la sensibilidad
a la supra-sensibilidad
Y amo cuando
puedo recorrer
en tiempo finitos
tu complexión infinita.
Amo cuando me
revelas tu ser
y yo sé que eres.
Amo cuando eres suficiente.
Cuando no me faltas,
cuando eres,
cuando no eres ausencia,
cuando eres plenitud.
Cuando tu presencia me basta.
Cuando no eres escasez,
ni vacío.
Cuando soy feliz solamente
porque sé que existes,
y tan sólo porque existes.
Te amo
cuando nada me es escaso
en este universo
porque tú estás aquí.
Y pareciera que en el mundo
no hay nada más que tú:
porque superabundas
y eres profusión a raudal.
Entonces pienso
que en el principio eras agua,
pura agua...
eras agua de lluvia,
agua de una lágrima,
agua de un beso,
agua de un deseo,
agua en la cálida
humedad de tu cuerpo:
humedad primordial,
fundamental,
esencial,
innata,
primaria.
Eras agua...
sencilla agua
en la génesis de tu ser.
Y entonces
pienso en el aire
meciendo tu pelo
e induzco que eres aire...
viento que va y que viene.
Espíritu de esta tierra
asoleada y generosa.
Eres torbellino
que atañe mi alma
y me infunde placer,
eres soplo esencial,
alimento sabroso.
Y luego pienso que eres sol:
que eres llama,
destello y esplendor.
Y te amo cuando el sol
se detiene en tu piel.
Amo verte bajo el cielo,
en la sideral calma
de un medio día.
Te amo cuando me entregas
el fulgor de tu mirar
y dejas en mi alma
el rico sabor de la vida.
Y a tu lado soy grato.
Bajo tu luminosidad
me lleno de gratitud,
y me abro a la suave
expectativa del devenir
y la fraternal lucidez
de la sencillez
de la tarde,
cayendo benévola
sobre tu sonrisa,
por las calles
de una ciudad
abarrotada de vida...
Eu. da Lali
***
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solta-se o sonho
neste mar imenso...
que acolhe minh’alma nua
na procura de um refúgio seguro
ah! lágrimas...
transbordam desse peito
dando ao mar o sabor do sal
na maré-cheia...
afastam-se as mágoas
afogam-se os sentimentos
...a alma alcança...
domam as tempestades...
e prende ao meu pensamento
a terra prende-me
...os pés
...o corpo
com tua ânsia incontida
Ahh! preso ficou...
meu coração ao teu
Mar da Terra
Mar em Terra
Mar com a Terra
***
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“...Vem sobre os mares,
Sobre os mares maiores,
Sobre os mares sem horizontes precisos,
Vem e passa a mão pelo dorso da fera,
E acalma-o misteriosamente,
Ó domadora hipnótica das coisas que se agitam muito!...”
Álvaro de Campos – Dois Excertos de Odes
Brotada do tempo
Vinda da Luz
...da lua
Feita de areia
Misturada ao mar
...enfeitiçado
vibrando, pulsando...
...em pleno gozo
Luz cintilante
Linda...Lua
...na fase cheia
Forte, plena...
...invadida de cio
Coração aberto em concha
...engolindo o mar
misturados no tempo
...caminhos cruzados
Rompendo em amor
...brotando
Uma MULHER!
...em amor
a mulher que respiro!
Eu.
Mar da Terra
***
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O teu nome
Flor de acaso ou ave deslumbrante,
Palavra tremendo nas redes da poesia,
O teu nome, como o destino, chega,
O teu nome, meu amor, o teu nome nascendo,
De todas as cores do dia!
Alexandre O'Neil

Sagres
Vinha de longe o mar...
Vinha de longe, dos confins do medo...
Mas vinha azul e brando, a murmurar
Aos ouvidos da terra um cósmico segredo.
E a terra ouvia, de perfil agudo,
A confidencial revelação
Que iluminava tudo
Que fora bruma na imaginação.
Era o resto do mundo que faltava
(Porque faltava mundo!).
E o agudo perfil mais se aguçava,
E o mar jurava cada vez mais fundo.
Sagres sagrou então a descoberta
Por descobrir:
As duas margens de certeza incerta
Teriam de se unir!
Miguel Torga

Este é o prólogo
Deixaria neste livro
toda a minha alma.
Este livro que viu
as paisagens comigo
e viveu horas santas.
Que pena dos livros
que nos enchem as mãos
de rosas e de estrelas
e lentamente passam !
Que tristeza tão funda
é olhar os retábulos
de dores e de penas
que um coração levanta !
Ver passar os espectros
de vida que se apagam,
ver o homem desnudo
em Pégaso sem asas,
ver a vida e a morte,
a síntese do mundo,
que em espaços profundos
se olham e se abraçam.
Um livro de poesias
é o outono morto:
os versos são as folhas
negras em terras brancas,
e a voz que os lê
é o sopro do vento
que lhes incute nos peitos
entranháveis distâncias.
O poeta é uma árvore
com frutos de tristeza
e com folhas murchas
de chorar o que ama.
O poeta é o médium
da Natureza
que explica sua grandeza
por meio de palavras.
O poeta compreende
todo o incompreensível
e as coisas que se odeiam,
ele, amigas as chamas.
Sabe que as veredas
são todas impossíveis,
e por isso de noite
vai por elas com calma.
Nos livros de versos,
entre rosas de sangue,
vão passando as tristes
e eternas caravanas
que fizeram ao poeta
quando chora nas tardes,
rodeado e cingido
por seus próprios fantasmas.
Poesia é amargura,
mel celeste que emana
de um favo invisível
que as almas fabricam.
Poesia é o impossível
feito possível. Harpa
que tem em vez de cordas
corações e chamas.
Poesia é a vida
que cruzamos com ânsia,
esperando o que leva
sem rumo a nossa barca.
Livros doces de versos
sãos os astros que passam
pelo silêncio mudo
para o reino do Nada,
escrevendo no céu
suas estrofes de prata.
Oh! que penas tão fundas
e nunca remediadas,
as vozes dolorosas
que os poetas cantam!
Deixaria neste livro
toda a minha alma...
Frederico Garcia Lorca
por EU. e Lali
***
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Mar de mil sonhos
Sono profundo
Agita-se...
...sem rumo,
sem distância...
Numa brisa errante
Num beijo quente
A terra...
Alma nua
Numa dança do amor
...mostra-se
entrega-se em magia
encanta...
seduz...
desce às águas
Numa ternura suave
...despertando do sono
Eu. de LaLi

Poema Azul
Maria Bethânia
O mar beijando a areia
O céu e a lua cheia
Que cai no mar
Que abraça a areia
Que mostra o céu
E a lua cheia
Que prateia os cabelos do meu bem
Que olha o mar beijando a areia
E uma estrelinha solta no céu
Que cai no mar
Que abraça a areia
Que mostra o céu e a lua cheia
um beijo meu ...
"Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim."
...
Sophia de Mello Breyner Andresen
meu mar... bjus...
****
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Tenho o nome de uma flor
quando me chamas.
Quando me tocas,
nem eu sei
se sou água, rapariga,
ou algum pomar que atravessei.
Eugénio de Andrade

Sei que estou vivo e cresço sobre a terra.
não porque tenha mais poder,
nem mais saber, nem mais haver.
Como lábio que suplica outro lábio,
como pequena e branca chama de silencio,
como sopro obscuro do primeiro crepúsculo,
sei que estou vivo,
vivo sobre o teu peito,
sobre os teus flancos,
e cresço para ti.
Eugénio de Andrade

Impetuoso, o teu corpo é como um rio
onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.
Imagem dos gestos que tracei,
irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei.
E nele o céu fica mais perto.
Eugénio de Andrade
Eu. LaLi
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NATAL À BEIRA-RIO
É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
(David Mourão-Ferreira, Obra Poética 1948-1988)
EU.

Sonho nosso
minha LaLi,
você, meu sonho de mil segredos
... adormeci
corpo vagueia pela saudade
murmúrios...
tua respiração
sinto bater no meu rosto
sono profundo
... num oceano infinito
mar beija a areia
semeia em mil espumas
emoção...
ah! emoções...
... êxtase
duas gaivotas
... brotam da areia
nos completamos
... meu amor
criamos raizes
em brisa...
... n(o)mar
Eu. e LaLi
meu Eu.
você meu mar amado
agitado...silencioso
faminto...
que com suas ondas
me carrega
me toma e possue
e por elas
com amor,
desejo...ternura...
vamos de encontro
ao infinito...sempre
para gerar...
re-nascer...
n(o) mar e em brisa
seus e meus...
amor(es) de mar...
você... que foi muito
esperado, desejado
com sua...terra...
LaLi e Eu.